sussurro

February 10, 2009


Chegamos ao lugar onde toda a memoria se esconde como uma nota de ouro perdida por entre as brumas do passado.Aqui se encontrariam as verdes maças de uma arvore perdida para alguns mas sempre reencontrada nas visoes de outros.Este e O Lugar do Silencio, Viaja e sente.Perde e Reencontra…..

Espera
escuta esse sussurro
esse momento de silêncio
e então ouve
o ruído incrivel
dessa borboleta
um trovão de pétalas e espiritos.
Voar dançando
com o toque suave
de uma pétala perdida
da flor
e depois das lagrimas
um sorriso.
Após um momento breve
de paz e asas brancas.

para o Antonio Tavares Manaças


canto recente

February 10, 2009



Chegamos ao lugar onde todos os que se perderam se reencontram na aventura que tudo promete e nada esquece.
A esse lugar que oculto, permanece aberto ao olhar atento dos que amam sem medo.Ao Lugar onde tudo no silencio se abre.Eternamente.


Canto Recente


no canto onde escrevo
existe a musica,
uma musica doirada
que nem sei se e feliz,
a minha cabeça ecoa
no silencio
com aquele sangue todo
que chega as maos.
na palpitaçao
dos nervos
e dos rios vermelhos
que se transformam em rios
azuis
quando a caneta risca
o papel,
e nascem letras


alexandrinas

February 10, 2009


Aqui tudo e possivel. A velha historia de um amor aconchegado no regaço de um coraçao sempre fiel,uma antiga cançao de embalar cantada por alguem que nos amou ;um sorriso de ternura , uma memoria doce…..
.

O Lugar do Silencio

Alexandrinas


A minha alexandrina figura
eras tu
quando te passeavas solitario
pelas ruas que te conduziam
aquela cervejaria de bairro
onde niguem te conhcia
e onde podias fazer batota
bebendo o ouro liquido.
Eras muito mais poeta
naquela altura
em que a tua fraqueza oculta
te fazia tao fragil e no entanto
altissimo a meus olhos
e talvez,
possivelmente,
aos olhos de Deus.

copyright@mariahenriques-2002//2006


a poem

February 10, 2009



http://www.ftc.gov/infosecurity


I everybody;

here is our group of Art discussion.
It will have a space for Portuguese and other languages like Italian and Spanish .Also German and French.
Little by little we will work the all place in order to make a nice warm and democratic group.
With my best regards to all visitors and members,

Maria Henriques



Letter of Love

You,

my love my love

inside the love I have for you

in everything.

To the stars,

to the sun

to the clouds
to the sea and to those seagulls that

sometimes

rests on top of my roof

and to I give the fish

you, my love.

Inside of this drawn out

heart circulation;

inside of this spiral of dumb blood,

inside of my own pure blood

at night

when the night comes

my love my love,

inside the rain

inside the love I feel to everything

to your children

to my children

to you

and to the world.

Maria Henriques



Maria Henriques!


manaças

February 10, 2009


Eterna Memoria


~Antonio Tavares Manaças~



Antonio
-(19??-1995)-




Dez anos passados sobre a morte de António Tavares Manaças, de repente dou comigo a pensar na vocação de silêncio ou de murmúrios cruzados, na memória das suas “recitações” e ouvi-lo desabafar: “Gastei o tempo todo com esta coisa de misturar pessoas. Claro que o que existe existe e aqui eu sou o ritmo. Goste ou não goste posso dizer-vos que a intenção era outra e que eu não tem sentido”. Trata-se de recitações de ontem e de sempre no erguer de imagens e falas perdidas na noite de todas as noites, memórias e imagens perdidas ou relembradas por dentro de si, recordações de infância ou passos de adulto, convívios alongados pelas noites passadas em tascas ou em bares, no acto de construir/desconstruir de outro modo um sentido para a vida, para esta vida, ou no entendimento sabido de que na lição de todas as coisas o mundo pode assumir outras direcção ou justificação. Porque chega à boca de cena e aí pode proclamar: “Nenhuma música se pode ouvir em comum havendo a pressa necessária de estar vivo”. E por aí a janela da mesma casa se abre de par em par, da cozinha para o quarto, para a rua, nos desabafos sentidos de um quotidiano reinventado noites fora, passos atropelados, gentes aos baldões, falas de acaso, a vida toda para ser vivida e decifrada: “Sempre houve quem não gostasse de dormir de noite. Eu não, amanhã é que. Trago as horas cheias e espero. Sei muito bem as minhas limitações”. E o “discurso” assim se alarga e aprofunda nas sinuosidades de um falar para se lembrar, de um desabafar impiedoso e implacável, mordaz e cortante, mesmo que confesse “que das pessoas, juro-vos, não tenho razões de queixa”. Mas não se trata de um sentimento de raiva ou de causticidade contra o mundo ou mesmo em desfavor da vida. Não, claro que não. O que perpassa de absoluta e grave sinceridade nas prosas de António Tavares Manaças, é ainda essa nítida impressão de o tempo não contar, por tudo “ficar suspenso mais tempo como se queria ao princípio e as cadeias à volta da sala volta não volta voltam”. E, nesse entrecruzar de imagens e de lembranças, é o palco da própria vida que a todo o instante se monta e desmonta em cenários que mergulham no quotidiano e nele salvam ou recuperam uma frase, um gesto, um rosto, uma rua, uma sensação de vazio ou de enfado: “Sinto só os dias passarem por fora dos meus sonhos e misturo sem saber senão depois o rancor pequeno e inútil que se passa à minha volta. Na verdade não sei se o uso, mas sei que funciono assim e a minha alegria não é compartilhada”. Não é, pois, um “elogio da loucura” por haver que pesa e se denota no discurso literário e poético de António Tavares Manaças, mas é antes essa desilusão bem amarga e doce de certa impotência sobre os desabafos da vida e o refúgio em queda livre pelas noites de muitos enredos, sem nunca esquecer a bússola de outras possíveis navegações.

Porém, na discreta vocação de silêncio que se espelha nas “estórias” dos livros que nos deixou, António Tavares Manaças sempre redescobre o fio de prumo para o equilíbrio necessário no modo de falar e de contar: não que a literatura seja remissão de outras culpas, mas porque no jeito de assim falar é que está o ganho, ou o sentido reencontrado de pôr em ordem a sua própria casa literária. Falou muito e escreveu pouco, contou e viveu mais do que nos deixou narrado e escrito. Mas, nesse marulhar surdo de palavras ou secos desabafos, tantas vezes mordazes na forma de olhar o mundo em redor, soube claramente distinguir o “muito” e o “pouco” do que a vida pôde ensinar pelas alterações ou interrogações constantes de um destino amargo e condoído, inocente e sabido, mas decifrado e entendido na pequenez da nossa condição: “Quem é que acrescenta alguma coisa em nós se nós não acrescentamos? Pois ter sido assim que eu me dei se é que dar possa ter algum sentido eu vejo-me a ver tanta coisa que hoje mesmo ficando triste não me arrependo de nada”. E, no entanto, esse sentido lírico e afectuoso das suas “cronografias” descritivas e sentimentais, patenteia-se na visão poética e magoada de António Tavares Manaças olhar o mundo e dele captar os sinais visíveis de uma profunda tristeza ou desilusão que se determina em versos soltos ou em páginas de uma “ficção” reinventada pelos caminhos da memória. Poderá dizer-se, pois, que a escrita traçada e prosseguida desde o primeiro livro se desdobra no sentido de uma verdade ácida no jeito de entender a vida e a gente que por dentro dela sempre anda e corre, mas tudo se encara na perspectiva lúcida de numa refinada ironia saber captar o sentido das pequenas coisas, falas e gestos, nessa valorização de um quotidiano envolvente e sentimental, absurdo e desgastante, como só antes o souberam fazer Irene Lisboa, Maria Judite de Carvalho ou Luísa Dacosta, Raul de Carvalho, Miguel Serrano ou Virgílio Martinho. Não se revela, pois, um “mal menor” a reduzida obra publicada, mas o exemplo literário de António Manaças, no apagamento ou indiferença calada sobre os “círculos” em que se tecem todas as cotações de valores, ergue-se como a atitude de quem olhava e entendia a literatura como espelho da vida ou nessa artificiosa descida um pouco sartriana de “saber mentir para dizer toda a verdade”, quis confirmar que “os literatos são uns chatos” e se estava nas tintas para a crítica ou para os críticos que sempre se colocam em bicos de pés para fazerem ouvir a sua voz. E, assim, no alheamento da crítica sobre a valorização de uma obra intervalar e esparsa no fio dos anos, sei do pouco e do muito que nos ficou de António Tavares Manaças, no exemplo e evocação de outros que tiveram talvez a mesma sorte, mas no instante de a reler compreender com toda a nitidez que merece ser lida e entendida na justa dimensão do seu acto criador, mesmo que a crítica ou os críticos a “expliquem” mal ou dela nos falem como obra menor ou desinteressante. Mas só o pode dizer quem da literatura tem uma visão fechada, elitista ou mesmo virtual. E, ainda e sempre na lembrança do nosso convívio ao cair das tardes pelas mesas do “Solar dos Galegos”, nas lisboetas Escadinhas do Duque, lembro sempre as horas em que tecemos de palavras e emoções os pretextos para encher o tempo ou assim justificar a amargura do quotidiano que sempre pesa nesta via-sacra de se estar vivo. E por isso António Tavares Manaças continua vivo pelas suas “recitações” ou conversas de muitas horas.






Serafim Ferreira in-A Pagina/ Agosto- Setembro-2005.



rolandoII

February 10, 2009


Eternal Memory






Rolando de Sá Nogueira

Lisbon, 19 May — (1921–2002).

Portuguese painter, printer, tapestry designer and illustrator. He studied architecture and painting, without completing either course, at the Escola Superior de Belas Artes in Lisbon. His early works show an affinity with Neo-Realism in their melancholic atmosphere and ironic depiction of daily life in Lisbon. This tendency was tempered by his love of Bonnard and interest in the abstract qualities of colour and light. A sojourn in London (1962–4) marked the beginning of a new phase in which a revivalism deriving from the influence of British Pop art overlaid his own innate nostalgic lyricism. The canvases treated with photosensitive emulsion of the late 1960s and early 1970s are of a greater eroticism and violence, and were followed by paintings on intimist themes with a local flavour and an emphasis on light.




rolando

February 10, 2009


Eternal Memory

~Rolando de Sa Nogueira~


Sa Nogueira
-(1921-2002)-

It’s difficult to sum up de Sa Nogueira talents and skills in few lines.But all who have had the enourmous chance of knowing him knows that he was a true man and a true artist.
Remembered by Master Lagoa Henriques “deeply moved by de Sa Nogueira memory”, he affirmed that :-”if it was the Almada here , he would show us all the admiration he had for this admirable man and artist.
He would say:- “the art is the man and the life is the purpose”. To be man before being artist.
And de Sá Nogueira was a remarkable man .
He has been all his life a conscientious and rigorous Man in the reading of His duties”.



Eternal Memory

In May,

in the next May

your red blood

will not give the flower.

The soft tone will not touch

your rose

nor your perfume

will fly in those environments

where however the color

waits patient for you

in all those golden greens
that still haunt me.

In May

candles will not be lighten

and no o, no

no more cantics, nor the love

no more sounds

no more hapiness

and never

never more in May

o, I will find you

in that city

in which however

your presence still exists

without you.



almas procuram-se

January 29, 2008
 
 ALMAS PROCURAM-SE,

LIMPIDAS.

PORTAS PARA UMA LUZ DIFERENTE

ONDE GAIVOTAS SE ENCONTREM COM OS CEUS ,

SETAS VOADORAS ENCONTRANDO O ALVO.

ONDE PEIXES VOEM POR CIMA DO ARCO IRIS

ALMAS NUVENS OU

PASSAROS VIAJANTES.

SEM MEDO DOS ATIRADORES FURTIVOS

QUE SE ESCONDEM NAS CORES.

ALMAS PROCURAM-SE

PARA ABRIR OS SEGREDOS

PARA SORRIR E BRINCAR NA VASTIDAO DAS MEMORIAS

VIAJANDO NA ESCURIDAO.

os marinheiros

January 29, 2008


gostos, sabores

June 5, 2007

As visitas demoravam mais do que ela esperava.
Sentada na salinha exigua via desesperada todas as virtualhas desaparecem rapidamente.
Todas as poupancas dos ultimos meses desvaneciam-se por entre as goelas de gente que nao conhecia.
Que faria quando aquele pesadelo terminasse?
Que iria acontecer-lhe quando finalmente o paizinho fosse a enterrar naquele cemiterio de aldeia perdido no meio do vale?…

Era como um mau sonho tudo aquilo.Pensar que poderia ter ficado em lisboa;naquela casa daquela senhora tao boa.Com um ordenado fixo e tao pouco trabalho ,que lhe teria dado para abandonar tao boas condicoes e vir tratar do paizinho….

Sim devia ter enlouquecido sem dar por isso.E agora que faria ali perdida no meio daquela gente naquela aldeia pequenina onde nem havia trabalho para os jovens quanto mais para uma mulher de meia idade e para mais feia ,como ela.
Sem dar por isso suspirou longamente.Um dos homens -talvez o marido de alguma das mulheres sentadas a mesa,–aproximou-se com um sorriso compreensivo e disse-lhe:
–” Compreendo o que sente cara senhora,pois tambem eu perdi minha maezinha ha pouco tempo;fica um dor tao grande nao e?
Mas deixe nao se apoquente esta entre amigos  vai ver que nao se sentira desamparada na sua dor. Nos tratamos bem dos que nos pertencem.Agora vamos la coma qualquer coisa para se sentir melhor.E estendendo-lhe um sandes do presunto que lhe havia custado os olhos da cara sentou-se ao lado dela com um olhar muito atento.

Aquilo foi o comeco da amizade entre os dois.O tal homem que afinal nao era casado habitava uma pequena mas bonita casita perto da dela .
Tinha sido a maezinha a deixar-lha depois de partir.Deixara a casa e mais algum dinheirito;que ela,a maezinha havia sido muito poupada toda a santa vida.

Entre conversaa na casa dela e dele a amizade foi passando a algo de mais intimo e toda a aldeia olhava com sorrisinhos simpaticos o que tomavam por uma jovem historia de amor.
Que fazia falta ver gente mais nova a recomecar a vida,que a aldeia precisava de sangue novo e que eles faziam um bonito par.

Casaram-se claro.Na igreja perdida no tal vale onde o paizinho e a maezinha habitavam depois de haverem partido.
O dia do casamento trouxera todos a luz do dia e o padre ;um homenzinho redondo de riso aberto nao podia estar mais contente.
Senhores:-dizia a alto e bom som–Que a que tempos que nao tinha a gente o prazer de uma festa de casorio hem?
Tem sido so enterros senhores;uma infelicidade.
E agora vamos a ver se ha festa de baptizado ahaha!…Proximamente para se comerem uns bolinhos doces..

A festa fora rija,
Bailarico comida com fartura que o dinheiro dele podia pagar aquilo tudo e rendas e sedas que a maezinha tinha comprado,bordado e cosido ao longo da sua vida.
Tinham agora todas as razoes para serem felizes.Duas bonitas casas –a do paizinho e a da maezinha– e como eram casados uma pensaosita para ela que fazia cescer um dinheirito mais gordo.
Tudo fazia prever uma grande felicidade.

Com o passar dos dias ela comecou a estranhar que o seu Almiro–era o nome dele–nunca se sentasse a mesa para as refeiçoes.Ao principio ,talvez por causa dos ardores dos primeiros dias nao estranhara.Os horarios la em casa tinham andado meio fora de tempo.
Mas agora achava muito estranho nunca o ver comer uma refeicao .Almocava e jantava sempre so e quando lhe perguntava se ja havia comido ele respondia sempre que sim muito embora toda a comida que lhe cabia ficasse intacta.
Ele no entanto parecia nao perder nem o peso,nem o soriso feliz e ela conformou-se.

Passados uns dias encontrou o padre.
O padre estava preocupado .Durante uns anos tinha havido muito desaparecimento de ovelhas e cabras ali na aldea e toda a gente se atirara a ca?a dos lobos que se haviam visto nas imediaçoes.Toda a gente acreditava serem eles os culpados por todas aqueles desaparecimentos e rapidamente havia sido dada a morte a todos.E parecia ter aquela ca?ada ter dado resultado porque os animais tinham voltado a abundar e sem qualquer cuidaodo de maior para os seus donos.

Mas havia uns dias que mais ovelhas haviam sido encontradas mortas e ninguem sabia explicar a razao.Ja nao havia por ali qualquer animal que pudesse comer os animais era uma coisa realmente muito estranha-Nao teria ela visto nada que pudesse ajudar?–

Ela respondeu que nao;o que era verdade e foi cada um para o seu caminho.
A noite ela contou a historia ao marido que encolhendo os ombros respondeu que nao era nada com eles.Porque nos nem temos animais –disse.

Os dias foram passando e as historias de animais mortos continuaram.
Ate ao dia em que o padre foi encontado morto no jardim da igreja.Tinha uma forquilha na maos e via-se que havia dado luta antes de morrer.Havia sangue por todo o lado.

A populaçao estava aterrorizada.Que coisa seria aquela que ja nem poupava gente?…

Nesse dia ele o marido chegou a casa bem disposto e sorridente;e nem sequer sequer depois de ouvir a terrivel historia ele perdeu o sorriso.
Com os olhos brilhantes olhou-a e disse com carinhoso-
“-Olha la querida ; hoje faz um mes que nos casamos e so tens historias tristes para contar?
Esta bem , coitado do padre ,morreu e pena , mas isso acontece a toda a gente nao e?
Um destes dias tambem nos iremos morrer e nada se pode fazer mas hoje estamos vivinhos e o que vamos e fazer uma festa so para nos.
Que dizes amorzinho;comprei uns belos bifinhos la na cidade e quem vai fazer o jantar sou eu.
Sim porque estas sempre a queixar-te que nunca comemos juntos .

Hoje vamos jantar os dois.

Ela  embevecida esqueceu tudo.
O jantar estava delicioso e ele uma excelente companhia.
Afinal tinha feito muito bem em tomar conta do paizinho tinha-lhe dado sorte porque um marido daqueles era melhor que a sorte grande.

Os dias foram passando e um novo padre chegara a aldeia.Muitos dos vizinhos haviam decidido pedir-lhe uma missa extraordinaria em memoria do que havia falecido e assim todos se reuniram na igreja.Todos menos o marido dela que fora a cidade em viagem de negocios.Que tinha que assinar umas coisa que haviam ficado da maezinha e que nao voltaria a tempo da tal missa.

Quando ela regressou a casa ele ainda nao regressara.
Cansada deitou-se e adormeceu quase imediatamente.

Acordou-a um barulho repetido embora suave.
Desceu as escadas ensonada e reparou que o barulho vinha da cave.
Aproximando-se ,viu uma tremula luz.
Ao fundo estava o marido com uma serra na mao.
Quando lhe perguntou o que fazia aquela hora da noite ele sorriu dizendo-

” Querida;estou a preparar os bifes para o almoço, vai-te deitar que eu nao demoro nada.”

Foi muito tempo depois de ter morrido toda a gente da aldeia que ela reparou de onde vinham os bifes que ele lhe cozinhava.Mas por essa altura ja o habito de um bom pedaço de carne em sangue tomara conta dela.
E quando ele lhe disse que vendera as duas casas, nao se importou.
Ele sabia o que fazia e ali ja nao se podia viver.
A aldea estava deserta.

Foi por essa altura que passaram a habitar noutro sitio.
Uma aldeia muito maior proxima de um aldeamento turistico.

Os bifes , esses passaram a ser ainda maia abundantes e suculentos.
Quanto aos vizinhos nada fazia prever que desaparecessem .O aldeamento turistico estava sempre muito povoado.Ah, a proposito a tal festa de nascimento estava para breve. Sim brevemente haveria sangue novo la na nova aldeia.

E eles podiam esperar viver felizes para sempre.