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sussurro
February 10, 2009canto recente
February 10, 2009|
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alexandrinas
February 10, 2009|
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a poem
February 10, 2009|
I everybody; here is our group of Art discussion. Maria Henriques
You, my love my love inside the love I have for you in everything. To the stars, to the sun to the clouds sometimes rests on top of my roof and to I give the fish you, my love. Inside of this drawn out heart circulation; inside of this spiral of dumb blood, inside of my own pure blood at night when the night comes my love my love, inside the rain inside the love I feel to everything to your children to my children to you and to the world. Maria Henriques
Maria Henriques!
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manaças
February 10, 2009|
~Antonio Tavares Manaças~
Dez anos passados sobre a morte de António Tavares Manaças, de repente dou comigo a pensar na vocação de silêncio ou de murmúrios cruzados, na memória das suas “recitações” e ouvi-lo desabafar: “Gastei o tempo todo com esta coisa de misturar pessoas. Claro que o que existe existe e aqui eu sou o ritmo. Goste ou não goste posso dizer-vos que a intenção era outra e que eu não tem sentido”. Trata-se de recitações de ontem e de sempre no erguer de imagens e falas perdidas na noite de todas as noites, memórias e imagens perdidas ou relembradas por dentro de si, recordações de infância ou passos de adulto, convívios alongados pelas noites passadas em tascas ou em bares, no acto de construir/desconstruir de outro modo um sentido para a vida, para esta vida, ou no entendimento sabido de que na lição de todas as coisas o mundo pode assumir outras direcção ou justificação. Porque chega à boca de cena e aí pode proclamar: “Nenhuma música se pode ouvir em comum havendo a pressa necessária de estar vivo”. E por aí a janela da mesma casa se abre de par em par, da cozinha para o quarto, para a rua, nos desabafos sentidos de um quotidiano reinventado noites fora, passos atropelados, gentes aos baldões, falas de acaso, a vida toda para ser vivida e decifrada: “Sempre houve quem não gostasse de dormir de noite. Eu não, amanhã é que. Trago as horas cheias e espero. Sei muito bem as minhas limitações”. E o “discurso” assim se alarga e aprofunda nas sinuosidades de um falar para se lembrar, de um desabafar impiedoso e implacável, mordaz e cortante, mesmo que confesse “que das pessoas, juro-vos, não tenho razões de queixa”. Mas não se trata de um sentimento de raiva ou de causticidade contra o mundo ou mesmo em desfavor da vida. Não, claro que não. O que perpassa de absoluta e grave sinceridade nas prosas de António Tavares Manaças, é ainda essa nítida impressão de o tempo não contar, por tudo “ficar suspenso mais tempo como se queria ao princípio e as cadeias à volta da sala volta não volta voltam”. E, nesse entrecruzar de imagens e de lembranças, é o palco da própria vida que a todo o instante se monta e desmonta em cenários que mergulham no quotidiano e nele salvam ou recuperam uma frase, um gesto, um rosto, uma rua, uma sensação de vazio ou de enfado: “Sinto só os dias passarem por fora dos meus sonhos e misturo sem saber senão depois o rancor pequeno e inútil que se passa à minha volta. Na verdade não sei se o uso, mas sei que funciono assim e a minha alegria não é compartilhada”. Não é, pois, um “elogio da loucura” por haver que pesa e se denota no discurso literário e poético de António Tavares Manaças, mas é antes essa desilusão bem amarga e doce de certa impotência sobre os desabafos da vida e o refúgio em queda livre pelas noites de muitos enredos, sem nunca esquecer a bússola de outras possíveis navegações. Porém, na discreta vocação de silêncio que se espelha nas “estórias” dos livros que nos deixou, António Tavares Manaças sempre redescobre o fio de prumo para o equilíbrio necessário no modo de falar e de contar: não que a literatura seja remissão de outras culpas, mas porque no jeito de assim falar é que está o ganho, ou o sentido reencontrado de pôr em ordem a sua própria casa literária. Falou muito e escreveu pouco, contou e viveu mais do que nos deixou narrado e escrito. Mas, nesse marulhar surdo de palavras ou secos desabafos, tantas vezes mordazes na forma de olhar o mundo em redor, soube claramente distinguir o “muito” e o “pouco” do que a vida pôde ensinar pelas alterações ou interrogações constantes de um destino amargo e condoído, inocente e sabido, mas decifrado e entendido na pequenez da nossa condição: “Quem é que acrescenta alguma coisa em nós se nós não acrescentamos? Pois ter sido assim que eu me dei se é que dar possa ter algum sentido eu vejo-me a ver tanta coisa que hoje mesmo ficando triste não me arrependo de nada”. E, no entanto, esse sentido lírico e afectuoso das suas “cronografias” descritivas e sentimentais, patenteia-se na visão poética e magoada de António Tavares Manaças olhar o mundo e dele captar os sinais visíveis de uma profunda tristeza ou desilusão que se determina em versos soltos ou em páginas de uma “ficção” reinventada pelos caminhos da memória. Poderá dizer-se, pois, que a escrita traçada e prosseguida desde o primeiro livro se desdobra no sentido de uma verdade ácida no jeito de entender a vida e a gente que por dentro dela sempre anda e corre, mas tudo se encara na perspectiva lúcida de numa refinada ironia saber captar o sentido das pequenas coisas, falas e gestos, nessa valorização de um quotidiano envolvente e sentimental, absurdo e desgastante, como só antes o souberam fazer Irene Lisboa, Maria Judite de Carvalho ou Luísa Dacosta, Raul de Carvalho, Miguel Serrano ou Virgílio Martinho. Não se revela, pois, um “mal menor” a reduzida obra publicada, mas o exemplo literário de António Manaças, no apagamento ou indiferença calada sobre os “círculos” em que se tecem todas as cotações de valores, ergue-se como a atitude de quem olhava e entendia a literatura como espelho da vida ou nessa artificiosa descida um pouco sartriana de “saber mentir para dizer toda a verdade”, quis confirmar que “os literatos são uns chatos” e se estava nas tintas para a crítica ou para os críticos que sempre se colocam em bicos de pés para fazerem ouvir a sua voz. E, assim, no alheamento da crítica sobre a valorização de uma obra intervalar e esparsa no fio dos anos, sei do pouco e do muito que nos ficou de António Tavares Manaças, no exemplo e evocação de outros que tiveram talvez a mesma sorte, mas no instante de a reler compreender com toda a nitidez que merece ser lida e entendida na justa dimensão do seu acto criador, mesmo que a crítica ou os críticos a “expliquem” mal ou dela nos falem como obra menor ou desinteressante. Mas só o pode dizer quem da literatura tem uma visão fechada, elitista ou mesmo virtual. E, ainda e sempre na lembrança do nosso convívio ao cair das tardes pelas mesas do “Solar dos Galegos”, nas lisboetas Escadinhas do Duque, lembro sempre as horas em que tecemos de palavras e emoções os pretextos para encher o tempo ou assim justificar a amargura do quotidiano que sempre pesa nesta via-sacra de se estar vivo. E por isso António Tavares Manaças continua vivo pelas suas “recitações” ou conversas de muitas horas.
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rolandoII
February 10, 2009|
Rolando de Sá Nogueira Portuguese painter, printer, tapestry designer and illustrator. He studied architecture and painting, without completing either course, at the Escola Superior de Belas Artes in Lisbon. His early works show an affinity with Neo-Realism in their melancholic atmosphere and ironic depiction of daily life in Lisbon. This tendency was tempered by his love of Bonnard and interest in the abstract qualities of colour and light. A sojourn in London (1962–4) marked the beginning of a new phase in which a revivalism deriving from the influence of British Pop art overlaid his own innate nostalgic lyricism. The canvases treated with photosensitive emulsion of the late 1960s and early 1970s are of a greater eroticism and violence, and were followed by paintings on intimist themes with a local flavour and an emphasis on light.
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rolando
February 10, 2009|
~Rolando de Sa Nogueira~
Sa Nogueira
It’s difficult to sum up de Sa Nogueira talents and skills in few lines.But all who have had the enourmous chance of knowing him knows that he was a true man and a true artist.
In May, in the next May your red blood will not give the flower. The soft tone will not touch your rose nor your perfume will fly in those environments where however the color waits patient for you in all those golden greens In May candles will not be lighten and no o, no no more cantics, nor the love no more sounds no more hapiness and never never more in May o, I will find you in that city in which however your presence still exists without you.
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Posted by mariahenriques 

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